
Seja a paz que não foram pra você.
Essa frase parece simples, mas é um desafio diário.
Vivemos em um tempo em que cada um carrega feridas invisíveis, reações automáticas e dores que nem sempre mostram o rosto. Ainda assim, é nesse mesmo tempo que precisamos escolher não repetir o que nos feriu. Ser paz, quando o mundo espera um ataque, é um ato de coragem.
Há quem acredite que bondade é sinal de fraqueza. Mas ser bom quando a vida foi dura com você é, na verdade, a forma mais pura de força.
Ser paz não é calar diante das injustiças. É não deixar que a raiva te molde.
É respirar fundo quando tudo dentro de você pede resposta.
É decidir não carregar o que não é seu, mesmo quando te provocam a isso.
O mundo está cheio de almas machucadas tentando não sangrar. E a verdade é que, muitas vezes, as pessoas que mais ferem são justamente aquelas que estão implorando por um pouco de amor, ainda que não saibam pedir.
Você também tem suas feridas. Mas não precisa ser espelho do que te feriu.
Pode ser ponte. Pode ser cura.
Jogue fora o peso do ressentimento.
Perceba que a maioria das coisas que te fizeram não tinha tanto a ver com você, e sim com quem as fez.
A dor que te entregaram não era pessoal — era reflexo do caos interno de quem não soube lidar com a própria.
E entender isso é libertador.
Continue, mesmo cansado.
Com sol, com chuva, com dor, com medo.
Continue sendo quem é, mesmo quando o mundo disser que é tolice ser bom.
A paz que você entrega ao outro, um dia, volta pra você não como recompensa, mas como descanso.
Ser paz é, antes de tudo, escolher não perder a sua essência.
Quando o mundo te empurrar pra ser mais um entre os que gritam, escolha ser o silêncio que acalma.
Quando tudo te convidar a desistir, lembre-se: o caos é temporário, mas o que nasce da serenidade dura.
Você não controla o que fazem com você, mas sempre poderá decidir o que faz com o que fizeram.
E talvez esse seja o segredo de quem amadureceu sem se tornar amargo:
entendeu que o perdão é mais sobre libertar a si mesmo do que o outro do erro.
Vá em frente.
Mesmo com o coração cansado, seja a paz especialmente onde tudo for caos.