“Quando Soltar é a Única Escolha”
por André Luiz Santiago Eleutério
Há momentos na vida em que insistimos em segurar o que já não nos faz bem. É como carregar um peso que, aos poucos, nos sufoca, mas ainda assim nos recusamos a soltar. Talvez por medo, talvez por apego. Mas chega um instante em que o coração, cansado, nos pede para deixar ir.
Crescer, muitas vezes, significa abrir mão. É aprender que algumas despedidas não são um fim, mas um recomeço. Soltar o que machuca é um ato de amor-próprio. É dizer a si mesmo que merecemos mais do que a dor de carregar algo que já não nos pertence.
Pode ser difícil no início. A saudade aperta, e o vazio parece insuportável. Mas, com o tempo, entendemos que abrir mão é a única forma de abrir espaço para o novo, para a paz, para aquilo que realmente nos faz bem.
Seguir em frente não é sobre esquecer o que ficou para trás, mas sobre entender que a vida continua e que somos merecedores de tudo o que nos faz leves. Algumas portas precisam ser fechadas para que outras se abram. E, no final, o alívio de caminhar sem pesos é o que nos leva aonde sempre deveríamos estar.