
Nem sempre a gente percebe, mas tem um valor enorme em quem ainda tenta.
Em quem manda mensagem, pergunta se está tudo bem, insiste em manter contato mesmo quando o silêncio é a resposta.
Essas pessoas não estão apenas tentando conversar.
Elas estão dizendo, de um jeito simples: “eu me importo com você.”
Com o tempo, a gente entende que manter um vínculo dá trabalho.
Não é só sobre gostar.
É sobre ter paciência, cuidar, estar presente mesmo quando a rotina pesa.
E, por isso, quem ainda tenta merece ser reconhecido.
Porque se importar, hoje, é quase um ato de coragem.
Muita gente fala bonito sobre afeto, mas pouca gente o pratica.
Querem a parte leve das relações, mas não o esforço que as sustenta.
Por isso, quem realmente se importa é raro e raro deve ser valorizado.
Quem tenta manter contato não está sendo insistente.
Está sendo verdadeiro.
Está dizendo, nas entrelinhas, que o laço ainda tem valor.
Mas quando o esforço não é notado, o cansaço chega.
E o silêncio toma o lugar das tentativas.
Nem sempre o sentimento acaba às vezes, é o desgaste que vence.
Porque não há afeto que sobreviva sozinho.
E essa é uma verdade que dói:
nem sempre alguém se importa como a gente se importa.
Cada pessoa ama de um jeito.
Algumas têm medo, outras se distraem, outras simplesmente não sabem retribuir.
E tudo bem desde que a gente aprenda a reconhecer quem realmente fica.
Quem fica sem ser cobrado.
Quem se importa sem precisar de aplausos.
Essas pessoas são abrigo.
São as que sustentam os vínculos quando o resto do mundo se dispersa.
São as que, mesmo cansadas, ainda enviam uma mensagem dizendo: “lembrei de você.”
E é por isso que o reconhecimento é tão importante.
Não ignore quem tenta.
Não despreze quem se importa.
Porque o afeto, quando não é cuidado, se cansa.
E, quando se cansa, vai embora em silêncio — deixando um vazio difícil de preencher.
Nem sempre alguém se importa.
Mas, quando alguém se importa, isso já é o suficiente pra ser recíproco.
Pra cuidar.
Pra ficar.