Nunca Espere o Mesmo dos Outros – Por Andre Luiz Santiago Eleuterio

Foto de André Luiz Santiago Eleutério, autor do Pensamento Diário com reflexões emocionais sobre a vida
André Luiz Santiago Eleutério

Nunca ache que as pessoas farão por você o que você faz por elas. Esse é um erro que quase todo mundo comete em algum momento da vida. A gente ajuda, se doa, oferece presença, carinho, atenção e, muitas vezes, até abre mão de algo importante para ver o outro bem. E no fundo, acredita que, se um dia precisarmos, essa pessoa vai estar lá, retribuindo da mesma forma. Mas a realidade é outra.

O erro está em achar que o outro sente, pensa e age como você. Que o outro tem a mesma consciência do que significa se dedicar, se preocupar, estar junto. Nem todos têm. É duro aceitar isso, mas é necessário. Porque quanto mais você faz por alguém, mais você se arrisca a conhecer o lado ingrato das pessoas.

Muitas vezes, aquele que você tirou do fundo do poço, que você amparou nas horas mais difíceis, é o mesmo que, depois, vai agir como se nada tivesse acontecido. E pior: vai olhar pra você com indiferença, ou até com desprezo. Isso acontece porque algumas pessoas confundem ajuda com obrigação. Elas não enxergam o esforço, não valorizam o gesto apenas se acostumam a receber.

A verdade é que a ingratidão é uma das dores mais amargas que existem. E só sente isso quem realmente se doa. Quem nunca moveu um dedo por ninguém, não entende o que é se decepcionar com alguém que ajudou. É por isso que, com o tempo, a vida ensina: faça o bem, mas sem expectativas.

Ajudar é bonito, mas esperar retorno é o caminho mais rápido para a frustração. Quando você ajuda esperando gratidão, o foco deixa de ser o bem e passa a ser o reconhecimento. E quando ele não vem, o coração pesa. Então aprenda: faça o que precisa ser feito porque acredita que é o certo e não porque quer ser lembrado por isso.

Às vezes, a melhor forma de manter a paz é não esperar nada de ninguém. Nem aplauso, nem retorno, nem lembrança. Quem tem o coração bom precisa aprender a colocar limites. Porque, se não aprender, acaba sendo sugado. E quando o cansaço chega, ele vem disfarçado de mágoa, de desilusão e de solidão.

A vida não é sobre retribuição. É sobre consciência. É sobre saber quem você é, mesmo quando o mundo não reconhece. A bondade verdadeira não depende da resposta do outro, mas da sua essência. Então, se você se sente decepcionado porque alguém não retribuiu o que você fez, respire fundo e siga. Você não errou por ter ajudado o erro foi apenas esperar demais.

A ingratidão dói, sim. Mas é ela que nos ensina a fazer o bem sem precisar ser visto. Porque, no fim, a recompensa de quem planta o bem não vem das pessoas. Vem da vida.

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