
Existe gente que realmente merece passar por tudo o que passa. E não, isso não é karma, como muitos gostam de repetir. Isso é a lei da semeadura.
A vida funciona de maneira simples, embora muita gente insista em complicar. Tudo o que se planta, cresce. Tudo o que se cultiva, retorna. Não existe colheita sem plantio e não existe surpresa quando o solo responde exatamente ao que recebeu.
Quem espalha desrespeito dificilmente colhe paz. Quem planta mentiras não pode esperar confiança. Quem vive ferindo não pode se espantar quando a solidão bate à porta. A vida não pune, ela apenas responde. E responde com precisão.
O problema é que muitos querem resultados diferentes mantendo as mesmas atitudes. Querem colher flores depois de anos jogando espinhos pelo caminho. Querem compreensão depois de agir com frieza. Querem empatia depois de ignorar a dor alheia. Isso não é injustiça da vida. Isso é coerência.
A lei da semeadura é silenciosa. Ela não avisa quando começa a agir. Enquanto a pessoa acredita que está vencendo, manipulando ou passando por cima dos outros, a terra está apenas registrando tudo. O tempo passa e, quando a colheita chega, vem exatamente do tamanho daquilo que foi plantado.
Isso também vale para o bem. Quem planta respeito colhe relações verdadeiras. Quem age com honestidade dorme com a consciência tranquila. Quem escolhe fazer o certo, mesmo quando ninguém está olhando, constrói uma paz que dinheiro nenhum compra.
Talvez seja por isso que essa lógica seja tão confortável. Ela nos lembra que o mundo não é caótico. Que existe um equilíbrio invisível organizando encontros, desencontros, perdas e aprendizados. Nada acontece por acaso quando se observa o caminho inteiro.
No fim, cada pessoa caminha dentro da própria lavoura. E cedo ou tarde, todos se sentam à mesa da própria colheita.