
Não sou imune a dores,
a tristezas nem ao desespero.
Não sou imune a ofensas,
a mentiras nem a mágoas.
Sou eu, assim do meu jeito,
me preocupando e cuidando à minha maneira
— essa forma peculiar que só quem sente entende.
Não sou incapaz de ter emoções,
mas às vezes sou incapaz de demonstrá-las.
Não me alio a falsos sorrisos,
nem a condutas que me afastam da minha verdade.
Não me meto em vidas alheias,
já tenho o suficiente dentro de mim pra resolver.
Não sou decifrável,
nem previsível.
Não sou o que pensam de mim,
sou apenas humano —
cheio de falhas, dúvidas e vontades.
Não sou santo, tenho os meus pecados.
Não sou o que querem que eu seja,
sou o que decido ser, mesmo que isso incomode.
Não sigo padrões,
não me encaixo em perfis pré-definidos.
Sou aquele que prefere a solidão a más companhias.
Sou aquele que fala quando alguém precisa ouvir,
e que ouve quando alguém precisa falar.
Sou aquele que entende o valor do silêncio
quando o silêncio é o que resta.
Não sou perfeito,
e nem quero ser.
Sou apenas eu.
Sem rótulos, sem máscaras.
Se sou especial, isso não é meu papel dizer.
Sou criança e sou adulto,
porque a vida pede equilíbrio entre a leveza e a razão.
Sou amigo, sou conselheiro,
mas também sou silêncio, cansaço e recomeço.
Sou aluno quando aprendo com a vida,
sou professor quando compartilho o pouco que sei.
E é nesse vai e vem que eu cresço.
Sou de fases, tenho lados.
Ninguém é inteiro o tempo todo —
somos pedaços que mudam conforme a vida nos toca.
Uma pessoa é como uma moeda:
pra conhecê-la de verdade,
é preciso enxergar todos os seus lados.
Sou igual por ser diferente.
Sou grande por aceitar minhas pequenas partes.
Sei que sou muitas coisas,
e sei também que não sou tantas outras.
Nem eu mesmo sei quem sou por completo.
Sou um reflexo no espelho que só mostra o que se vê,
porque o que há por dentro ainda é um mistério.
E o que tem por dentro?
Um dia, talvez, eu descubra…