
Eu ganhei paz quando parei de esperar tanto dos outros e comecei a esperar mais de mim.
Durante muito tempo, eu acreditava que o carinho que eu dava voltaria na mesma intensidade.
Mas a vida me mostrou que não é assim.
Ninguém me deve nada — nem atenção, nem importância, nem presença.
E entender isso doeu, mas libertou.
Aprendi que o fato de eu me importar, de eu fazer o melhor que posso, não significa que o outro vai fazer o mesmo por mim.
Criar expectativas é como caminhar com os olhos vendados: quanto mais você espera, maior é a chance de tropeçar.
Nem sempre o amor vem na mesma medida.
Nem sempre o cuidado volta na mesma forma.
E está tudo bem.
O que importa é saber o que você entrega e ter paz com isso.
Quando percebi isso, eu parei de me machucar à toa.
Parei de tentar entender por que as pessoas vão embora, e comecei a valorizar quem escolhe ficar.
Hoje, não me importo se alguém decide seguir outro caminho, porque eu sei o valor que tenho e o que ofereço quando amo.
Eu trato bem quem fica, cuido de quem se importa, e aprendi a não insistir onde não há espaço para mim.
A vida é mais leve quando a gente entende que não pode controlar o sentimento do outro, só as próprias atitudes.
Hoje eu sigo com o coração mais calmo.
Compreendo que reciprocidade não se força — se sente.
E quando não vem, é sinal de que aquele lugar já não é o meu.
Tenho consciência de que só posso cuidar da minha parte.
O resto, deixo ir.
Porque permanecer onde tanto faz se eu estou ou não, é o mesmo que abandonar a mim mesmo.
E eu escolhi ficar comigo.
Com tudo o que sou, com o que aprendi e com o que ainda estou me tornando.
Isso é paz. Isso é amor-próprio.