
A vida não para de nos cobrar decisões. Todo dia, toda hora, a gente precisa escolher alguma coisa. Pode ser algo simples, como o que vestir, ou algo difícil, como mudar de caminho, sair de perto de alguém, ou continuar onde está. E o mais difícil é saber que toda escolha vira um fato. E todo fato muda a nossa vida de alguma forma.
Não tem como escapar disso. Cada decisão que a gente toma se transforma em uma experiência. E toda experiência traz uma mudança, mesmo que pequena. Escolher seria muito mais fácil se nossos sentimentos não atrapalhassem. Seria mais leve se nossas ilusões não nos confundissem tanto. Mas a verdade é que somos seres cheios de emoções, de sonhos, de medos.
A gente é livre pra escolher, mas nunca vai ser livre das consequências. Isso é duro de aceitar. Tem horas que a gente queria escolher e pronto, seguir em frente como se nada mais importasse. Mas não é assim. A vida cobra o preço de cada escolha. Às vezes na hora. Às vezes depois de muito tempo. Mas cobra.
Por isso, todo momento é decisivo. Até aqueles que parecem simples. A cada passo, estamos escolhendo entre o certo e o errado, entre o que é bom pra agora e o que é bom pra depois, entre o que o coração quer e o que a consciência avisa.
Tem vezes que nossas vontades falam mais alto. A gente quer tanto alguma coisa que não escuta o bom senso. E aí, quando a dor chega, parece que ninguém avisou. Mas lá no fundo, a gente sabia.
O problema é que muitas vezes a gente mente pra nós mesmos. Diz que está tudo bem, que é só mais uma vez, que no fim vai dar certo. Mas o coração sente. A alma percebe. Por isso é tão importante descobrir se temos coragem de ficar do lado da nossa verdade. Aquela que incomoda, mas liberta.
A verdade nem sempre é confortável. Ela não passa a mão na cabeça. Mas ela limpa o caminho. Nos mostra quem somos de verdade. E a escolha certa, quase sempre, é a mais difícil. Mas é ela que traz paz, mesmo quando dói.
O mais importante é lembrar de uma coisa: nenhuma escolha fica sem resposta. A vida responde. Mais cedo ou mais tarde. Por isso, mesmo nas dúvidas, mesmo no medo, que a gente tente escutar o que vem de dentro. Porque a alma nunca mente.