
Nenhuma das pessoas das quais eu me distanciei fez mais por mim do que eu fiz por elas.
E isso muda tudo.
Porque quando você entende isso, você para de romantizar ausência.
Você para de transformar afastamento em tragédia.
Você para de chamar livramento de perda.
Distanciamento não é fracasso.
É maturidade emocional.
Durante muito tempo você tenta insistir, explicar, justificar, sustentar vínculos que já não se sustentam. Você entrega tempo, energia, lealdade, presença. E quando percebe que a reciprocidade não acompanha, o silêncio começa a falar mais alto.
Algumas pessoas não saem da sua vida.
Elas apenas deixam de caber.
E quando você decide se afastar, não é sobre orgulho.
É sobre saúde mental.
É sobre limites pessoais.
É sobre amor-próprio.
Perder pessoas dói quando existe vínculo verdadeiro.
Mas perder relações desequilibradas é libertação.
Você não perde pessoas.
Você perde desgaste.
Você perde ansiedade.
Você perde expectativa frustrada.
E ganha paz.
A paz que vem quando você entende que não precisa se diminuir para manter ninguém.
A paz que nasce quando você aprende a escolher quem merece acesso à sua energia.
A paz que surge quando você aceita que nem todo mundo que entra na sua vida foi feito para permanecer.
Distância também é posicionamento.
E maturidade é saber que algumas ausências não são derrotas.
São reorganizações internas.