A Verdade Sobre Quem Fica e Quem Vai
Por André Luiz Santiago Eleutério
A maior lição que aprendi neste ano foi dura, mas necessária: não importa o quanto você seja bom com as pessoas, o quanto você se doe ou faça o bem por elas. Isso não garante que elas serão boas com você. Quando chegar o momento de descartá-lo, farão isso sem hesitar, como se nada tivesse existido.
Essa realidade mexe com a gente. Dá aquela sensação de vazio, como se tudo o que fizemos não tivesse valor. É como uma ferida que não sangra por fora, mas machuca por dentro. A gente fica se perguntando onde errou, como poderia ter sido diferente. Mas sabe? A resposta não está em nós. Está neles.
Você pode ser a pessoa mais generosa do mundo, aquela que sempre estende a mão, que ouve, que está presente. Mas algumas pessoas só enxergam o que podem tirar de você. Quando não restar mais nada para elas, ou quando não for mais conveniente, simplesmente irão embora.
Essa é a verdade que ninguém nos conta. A bondade, por mais linda que seja, não compra gratidão, não exige reciprocidade. Mas aqui está o segredo: isso também não deve mudar quem você é.
Ser bom não é sobre receber algo em troca. É sobre saber que, mesmo quando o mundo parecer injusto, você foi fiel a quem é, ao que acredita. A sua bondade é um reflexo do seu caráter, não do comportamento dos outros.
E se tem algo que aprendi com essas decepções, é que quem te descarta nunca foi realmente seu. Só estava de passagem. E quem é de verdade, fica.