A Dor da Saudade: Quando a Cura Vem de Quem Nos Feriu

A Dor da Saudade: Quando a Cura Vem de Quem Nos Feriu

Por André Luiz Santiago Eleutério

Chorar por saudades é como abraçar um vazio que não pode ser preenchido. É sentir o coração gritar de dor, sabendo que nenhum som será ouvido. Essa é uma das piores sensações que já experimentei, porque, no fundo, eu sabia que a única pessoa capaz de curar essa ferida era também a que a causou.

Saudade não é só lembrança; é ausência que pesa. É reviver cada momento bom com a certeza de que ele não vai voltar. A gente tenta, de todas as formas, aliviar a dor. Mas como curar algo que foi quebrado por quem deveria proteger?

Você se pergunta se foi culpa sua, se algo poderia ter sido diferente. E então percebe que não importa quantas vezes a memória te leve de volta, a realidade é sempre a mesma: a cura que você deseja está nas mãos de quem te partiu.

Mas há algo bonito na saudade, mesmo na dor. Ela prova que você sentiu, que viveu algo que valeu a pena. Por mais que machuque, a saudade é a prova de que, no meio da dor, houve amor.

Então, ao invés de fugir desse sentimento, talvez seja melhor abraçá-lo. Deixar que ele mostre o quanto você foi forte ao amar. E, aos poucos, lembrar que a cura, mesmo que pareça impossível, não está nas mãos de outra pessoa. Está em você.

Talvez a saudade não desapareça por completo, mas ela pode se transformar em força. Uma força que te faz lembrar de quem você é e do quanto pode superar. Porque, no final, quem te partiu pode ter feito uma marca profunda, mas você é quem decide se essa marca será apenas dor ou uma história de superação.

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