Carregar Tudo Sozinho Dói, Mas Eu Continuo Tentando – Por André Luiz Santiago Eleuterio 

Foto de André Luiz Santiago Eleutério, autor do Pensamento Diário com reflexões emocionais sobre a vida
André Luiz Santiago Eleutério

Eu guardo tanta coisa aqui dentro, sabe? Coisas que eu nunca consigo dizer pra ninguém. É como se cada palavra ficasse presa na garganta, sufocando devagar, mas eu finjo que tá tudo bem. Tento ser forte. Coloco um sorriso no rosto, mesmo quando o que eu mais quero é chorar.

Eu olho para as pessoas ao meu redor e penso: “Elas já têm seus próprios problemas. Por que vou incomodar com os meus?”. E aí, tudo que sinto vai se acumulando, um pouco mais a cada dia. E sabe o que dói mais? É essa sensação de que ninguém percebe. Parece que ninguém nota o esforço que eu faço pra continuar em pé, pra não desmoronar na frente de todo mundo.

Eu me escondo atrás de um “tô bem” automático, porque é mais fácil. Mas, lá no fundo, eu só queria que alguém perguntasse de verdade. Que alguém dissesse: “Eu sei que tá difícil. Pode desabafar comigo”. Porque, às vezes, tudo o que a gente precisa é de alguém que escute sem julgar. Alguém que diga: “Eu entendo, e você não tá sozinho”.

Guardar tudo é exaustivo. É como carregar uma mala pesada numa estrada longa. Mas eu sigo em frente, porque é isso que a gente faz, né? A gente continua, mesmo que doa. Só queria, por um instante, soltar essa mala e respirar. E talvez, quem sabe, ouvir que tá tudo bem ser vulnerável. Tá tudo bem não ser forte o tempo todo.

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