Quando a Noite Cai, o Coração Desaba

 Quando a Noite Cai, o Coração Desaba

Há momentos em que a noite chega, e com ela, aquele silêncio pesado. Todo mundo parece dormir em paz, mas, dentro da gente, existe um turbilhão. É nesse instante, quando a cidade está quieta, que as máscaras caem. O peso de ser forte o tempo todo cansa. E, por mais que a gente tente, a alma não consegue segurar. O cansaço não é só físico; é algo que vai além, algo que esgota até o último pedacinho da nossa essência.

Quantas vezes seguramos as lágrimas durante o dia? Fingimos sorrisos, guardamos os medos e disfarçamos a saudade. Mas, na solidão da noite, tudo isso desaba. A saudade aperta o peito, a dor que insistimos em ignorar se faz presente, e aquele vazio aparece, como se dissesse: “Ei, eu também estou aqui”.

Essa exaustão é silenciosa, mas grita dentro de nós. É um cansaço que nenhum sono resolve, porque é a alma que está machucada. Dormir não adianta quando o coração está pesado, quando a mente revive lembranças que preferíamos esquecer. E aí, entre a saudade e a dor, a gente entende que ninguém, ninguém mesmo, é forte o tempo todo.

Ser humano é isso: é sentir, é cair, é se levantar — e, às vezes, desabar novamente. E está tudo bem. Está tudo bem admitir que cansa, que dói, que sentimos falta. Porque, no final, todos nós carregamos marcas que só nós entendemos. E, ao aceitar isso, encontramos uma forma de seguir em frente, com a esperança de que, um dia, o peso seja mais leve e a paz volte a preencher nossos dias.

Autoria de André Luiz Santiago Eleutério

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