
Deixa eu te dizer uma coisa com calma.
Às vezes a pessoa não te ama.
Ela apenas gosta do quanto você se entrega.
Do quanto você está sempre ali.
Do quanto você se doa sem perguntar se também está sendo cuidado.
Tem gente que não quer amar.
Quer companhia.
Quer atenção.
Quer alguém disponível para preencher o vazio.
Essa pessoa se acostuma com a sua presença.
Com a sua dedicação.
Com o seu cuidado constante.
Mas não oferece o mesmo em troca.
Você percebe isso quando o diálogo diminui.
Quando as conversas viram respostas curtas.
Quando não existe interesse real pela sua vida.
Ela não conversa. Ela apenas responde.
Você sente que está sempre tentando manter algo vivo sozinho.
Sente que faz falta.
Mas não se sente prioridade.
E isso confunde.
Porque quem se doa de verdade espera reciprocidade.
Espera cuidado.
Espera presença.
Amor não é alguém que aparece só quando precisa.
Amor não é alguém que te mantém por conveniência.
Amor é escolha.
É interesse.
É troca.
Quando alguém só fica porque você facilita.
Quando só responde para não te perder.
Quando só demonstra para garantir que você continue ali.
Isso não é amor.
É conveniência.
E reconhecer isso dói.
Mas insistir nisso dói ainda mais.
Porque aos poucos você vai se perdendo de si.
Você não nasceu para ser opção.
Não nasceu para sustentar relações sozinho.
Você merece alguém que fique porque quer.
Não porque é confortável.