Lados de Mim Mesmo — por Andre Luiz Santiago Eleuterio

Foto de André Luiz Santiago Eleutério, autor do Pensamento Diário com reflexões emocionais sobre a vida
André Luiz Santiago Eleutério

Não sou imune a dores,

a tristezas nem ao desespero.

Não sou imune a ofensas,

a mentiras nem a mágoas.

Sou eu, assim do meu jeito,

me preocupando e cuidando à minha maneira

— essa forma peculiar que só quem sente entende.

Não sou incapaz de ter emoções,

mas às vezes sou incapaz de demonstrá-las.

Não me alio a falsos sorrisos,

nem a condutas que me afastam da minha verdade.

Não me meto em vidas alheias,

já tenho o suficiente dentro de mim pra resolver.

Não sou decifrável,

nem previsível.

Não sou o que pensam de mim,

sou apenas humano —

cheio de falhas, dúvidas e vontades.

Não sou santo, tenho os meus pecados.

Não sou o que querem que eu seja,

sou o que decido ser, mesmo que isso incomode.

Não sigo padrões,

não me encaixo em perfis pré-definidos.

Sou aquele que prefere a solidão a más companhias.

Sou aquele que fala quando alguém precisa ouvir,

e que ouve quando alguém precisa falar.

Sou aquele que entende o valor do silêncio

quando o silêncio é o que resta.

Não sou perfeito,

e nem quero ser.

Sou apenas eu.

Sem rótulos, sem máscaras.

Se sou especial, isso não é meu papel dizer.

Sou criança e sou adulto,

porque a vida pede equilíbrio entre a leveza e a razão.

Sou amigo, sou conselheiro,

mas também sou silêncio, cansaço e recomeço.

Sou aluno quando aprendo com a vida,

sou professor quando compartilho o pouco que sei.

E é nesse vai e vem que eu cresço.

Sou de fases, tenho lados.

Ninguém é inteiro o tempo todo —

somos pedaços que mudam conforme a vida nos toca.

Uma pessoa é como uma moeda:

pra conhecê-la de verdade,

é preciso enxergar todos os seus lados.

Sou igual por ser diferente.

Sou grande por aceitar minhas pequenas partes.

Sei que sou muitas coisas,

e sei também que não sou tantas outras.

Nem eu mesmo sei quem sou por completo.

Sou um reflexo no espelho que só mostra o que se vê,

porque o que há por dentro ainda é um mistério.

E o que tem por dentro?

Um dia, talvez, eu descubra…

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