Nem tudo que a terra aplaude, o céu aprova – Reflexão de André Luiz Santiago Eleutério

A busca por aprovação é um dilema silencioso que aflige muitas pessoas, principalmente as mulheres. Desde cedo, aprendemos a agradar, a sorrir mesmo quando a dor aperta, a nos moldar para caber em padrões que nem sempre fazem sentido. O mundo nos diz que sucesso é ser admirada, desejada, bem-sucedida, aplaudida. Mas será que todos os aplausos que recebemos aqui na terra são realmente valiosos aos olhos de Deus? Essa reflexão nos leva a questionar o que realmente importa: viver para impressionar os outros ou para estar em paz com nossa essência?

Vivemos em um tempo onde as redes sociais ditam regras sobre felicidade, beleza e realização. A perfeição filtrada em fotos e vídeos cria uma ilusão de plenitude, mas, na realidade, muitas dessas mulheres que parecem ter tudo ainda se sentem vazias. Isso acontece porque o reconhecimento externo pode até alimentar o ego por um instante, mas não preenche a alma. O que adianta conquistar aplausos se, no final do dia, o coração continua inquieto, buscando algo que nem sabe definir?

Quando colocamos nossa felicidade nas mãos do mundo, nos tornamos reféns de uma validação passageira. A fama pode desaparecer, o sucesso pode se esvair, os holofotes podem se apagar. E então, o que sobra? Muitas mulheres gastam anos tentando se encaixar em expectativas alheias, fazendo escolhas que garantem aceitação social, mas que as distanciam do que realmente desejam. Seguir o que é certo, e não apenas o que é popular, exige coragem. Nem sempre será o caminho mais fácil, nem sempre será o mais admirado. Mas, no final, é o único que traz verdadeira paz.

Pedir a Deus que nos guie na direção certa é um ato de fé e entrega. Às vezes, aquilo que parece um grande sucesso pode, na verdade, ser um desvio do que realmente é bom para nós. Deus enxerga além do que conseguimos ver. Ele sabe quando algo que desejamos muito pode, na verdade, nos machucar no futuro. Quantas mulheres já se envolveram em relacionamentos que pareciam perfeitos aos olhos dos outros, mas que, por dentro, eram apenas uma prisão emocional? Quantas já aceitaram empregos que prometiam reconhecimento, mas que sugaram sua energia e autoestima? Nem tudo que parece bom é realmente bom. Nem tudo que aplaudem aqui na terra tem valor no céu.

A busca por reconhecimento é natural, principalmente para quem sempre teve que provar seu valor. Mas é preciso ter cuidado para não viver apenas em função da aprovação externa. Quantas vezes você já se anulou para ser aceita? Quantas vezes já disse “sim” quando queria dizer “não”? Quantas vezes vestiu um sorriso para esconder a dor? O preço da aceitação pode ser alto demais quando ele custa a nossa própria identidade.

O verdadeiro sucesso não está na quantidade de curtidas ou de elogios que recebemos. Ele está na paz de deitar a cabeça no travesseiro sabendo que seguimos nossos princípios, que não nos vendemos por uma aprovação momentânea, que nos mantivemos fiéis a quem realmente somos. A verdadeira força de uma mulher não está na sua capacidade de agradar, mas na sua coragem de ser autêntica, mesmo quando o mundo diz o contrário.

Se você está em um momento de dúvida, sentindo-se pressionada a escolher um caminho só porque ele parece mais aceito ou admirado, respire fundo. Feche os olhos. Escute a sua intuição, aquela voz que sussurra baixinho quando o barulho do mundo se cala. Pergunte-se: essa decisão vai me fazer feliz de verdade ou apenas vai me garantir aplausos? Nem sempre o caminho certo vem acompanhado de aprovação imediata. Às vezes, ele é solitário no começo. Mas com o tempo, você perceberá que não há nada mais libertador do que viver alinhada com aquilo que realmente importa.

O mundo pode aplaudir hoje e virar as costas amanhã. As opiniões mudam, os padrões se transformam, e aquilo que hoje é admirado pode ser esquecido no futuro. Mas a paz de estar no caminho certo, essa ninguém pode tirar de você. No final, não são os aplausos que importam, mas a certeza de que sua jornada valeu a pena, não pelo reconhecimento dos outros, mas pela plenitude de saber que você nunca precisou se perder para ser aceita.

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